quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cerro Catedral - Bariloche - Parte II



Com tantas estações de esqui na Argentina e Chile, não tinha a intenção de voltar tão cedo ao Cerro Catedral, onde aprendi a esquiar. Mas a curiosidade de conhecer a montanha na sua totalidade falou mais alto. Afinal, dos 120km de pistas, tinha feito apenas contato com uma pequena parte do que o Catedral podia oferecer.
Assim, aproveitamos essa ótima temporada para esquiar quase que a totalidade das pistas da maior estação de esqui da América do Sul. Verifiquei também alguns pontos positivos e negativos:
Pontos positivos:
- Enorme quantidade de pistas para todos os níveis.
- Ótima estrutura na montanha e na cidade.
- Paisagens espetaculares da montanha e do lago Nahuel Huapi.
- Sistema de passe inteligente na qual o leitor do lift identifica seu passe através de um sinal de rádio.
Pontos negativos:
-Quantidade de esquiadores no período da tarde, principalmente se estiver em um feriado prolongado na Argentina.
-O sistema de fabricação de neve para as pistas que levam à base é precário, limitando-se a pista de iniciantes.


Independente dos pontos positivos e negativos, estar em contato com a neve, deslizar sobre ela e ter controle sobre isso, somado ao vento gelado no rosto e as paisagens deslumbrantes, torna o esqui o esporte mais viciante no qual já tive contato.


Agora basta esperar a próxima temporada!

Fotos da ski trip feita com os amigos Vilson, Maricel, Fernanda Monteforte, Marina, Elvis e Serginho.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Doação de Medula Óssea

Entre os dias 20 e 22 de agosto de 2010 ocorreu o DeRose Festival de SP. Neste grande evento organizado pela Profa. Nina de Holanda, mais de 300 voluntários, entre professores, instrutores e praticantes do Método DeRose, se cadastraram como doadores da campanha promovida pela AMEO (Associação de Medula Óssea).

Tire suas dúvidas no site e seja também um voluntário: http://www.doemedula.com/redome
Confira outras opiniões a respeito deste assunto no blog: http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/acoes-sociais-e-humanitarias/doacao-de-medula-ossea/



Assista a entrevista feita pelo Programa Amaury Jr no DeRose 
Festival de SP sobre a campanha de doação de medula óssea


Chico Pinheiro fala aos participantes do evento DeRose Festival São Paulo 2010


domingo, 1 de agosto de 2010

Boas Maneiras no Ski


Gustavo Marson esquiando no Cerro Castor - Ushuaia

Todos os lugares pedem uma conduta específica de boas maneiras, desta forma deixaremos todos à nossa volta mais à vontade, nos sentiremos bem e estaremos mais integrados ao grupo. 
Na montanha não é diferente, seja você um esquiador iniciante ou avançado, essas dicas servirão para tornar seus dias de esqui ainda mais prazerosos e seguros: 
No lift (ascensores ou teleféricos) 
  • Ao pegar a fila cuide para não bater seus skis nos da pessoa à sua frente.
  • Se houver uma fila longa, procure preencher ao máximo as cadeiras. Alguns possuem 4 ou 6 lugares e, mesmo com muita gente esperando na fila, muitas vezes é ocupado apenas por 2 ou 3 pessoas.
  • Ao baixar a barra tenha cuidado com os demais.
  • Ao sair preste muita atenção, se você estiver do lado esquerdo saia para o lado esquerdo, se você estiver do lado direito saia para o lado direito, liberando espaço para aqueles que estão no meio e evitando acidentes. 
Nas pistas 
  • Se cair numa pista ou saindo do lift, levante-se o mais rápido possível. Principalmente nas saídas dos lifts, ficar ali jogado no chão pode causar outras colisões. 
  • Procure manter uma trajetória para que os esquiadores mais rápidos que você possam fazer uma ultrapassagem segura.
  • Quando houver um esquiador mais lento à sua frente, principalmente se estiver em uma pista estreita, observe sua trajetória e, se possível, indique sua passagem à direita ou à esquerda. Lembre-se que o esquiador à sua frente tem direito de passagem, portanto é de sua responsabilidade fazer uma ultrapassagem segura.
  • Se você precisar parar na pista, faça-o de uma forma que não seja um obstáculo para os demais esquiadores e, antes de parar, verifique se não há outros esquiadores atrás de você. Antes de voltar a esquiar, olhe para cima da pista para ver se ela está livre. Se houver muita gente descendo, aguarde o melhor momento.
  • Se tiver que cruzar uma pista, faça-o com muito cuidado para evitar acidentes.
  • Pistas verdes são para iniciantes. Se você não é um, ao pegá-la, lembre-se de realizar uma conduta ainda mais defensiva, afinal a maior parte dos esquiadores ali estão realizando seus primeiros passos na montanha.
  • Nunca pare imediatamente após um cume, esquiadores rápidos ou realizando saltos podem atingi-lo se você estiver num ponto cego. 
Nos restaurantes da montanha 
  • Não ocupe os assentos e mesas com suas luvas, gorro e capacete se o restaurante estiver cheio. Libere espaço para os demais.
Agora basta colocar em prática estas dicas e aproveitar ao máximo nossos dias tão esperados na montanha.

Gustavo Marson

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fábula sobre a Síndrome de Caim

Texto extraído do Blog do DeRose: www.metododerose.org/blog
Quando surgiu o gênero Homo, de onde viria a desenvolver-se a espécie Homo sapiens, havia duas subespécies: Homo amābilis Homo malīgnus. Essas subespécies eram tão semelhantes que até podiam cruzar e eventualmente o faziam, gerando uma descendência híbrida. Mas havia uma diferença entre elas. OHomo amābilis era um animal doce e querido, de sentimentos francos e comportamento dócil. Jamais agredia, nem para se defender. Repartia a comida (frutos, raízes, folhas, mel), dividia a caverna, compartilhava as ferramentas. Nunca esperava uma agressão ou traição por parte do Homo malīgnus. Este, por sua vez, era o oposto. Sempre tramando ardis para roubar a comida, as ferramentas, a moradia e tudo o que o Homo amābilis possuísse. Há quem diga que o relato bíblico de Abel e Caim, os primeiros homens sobre a Terra, referia-se àquelas duas subespécies.
Havia, na época, alguns poucos milhares de exemplares da espécie Homo no planeta e não se esperava que ela vingasse, pois era menos aparelhada para sobreviver que os outros animais. Não dispunha de presas, garras, chifres, veneno, velocidade, nada. Mas uma das subespécies parecia ter desenvolvido, como arma secreta, uma astúcia maligna. Com ela, engendrava ciladas para os animais, inclusive os da mesma espécie, a fim de levar vantagem, destruí-los e tomar tudo o que eles tinham.
Com o tempo, o Homo amābilis entrou em extinção por razões ainda não muito claras, enquanto o Homo malīgnus sobrepujou e sobreviveu. Dele, evoluiu o Homo sapiens. Por isso, temos tantas invejas, tanto ódio, tanto prazer em destruir, em falar mal. Por isso, existem crimes e guerras. Por isso, o ser humano destrói o meio ambiente, desmata as florestas, polui as águas. Por isso, ele tortura e mata sem sensibilidade tanto outros humanos quanto os animais e devora suas carnes.
Homo malīgnus só não destruiu totalmente a vida no planeta porque alguns espécimes trazem os genes recessivos do Homo amābilis, adquiridos por ocasião dos cruzamentos acidentais entre as duas subespécies na aurora desse “pithecos” que se diz Homo. Um bom número dos que trazem os genes do Homo amābilis são hoje praticantes do Método DeRose e vegetarianos convictos. E é por isso que ainda há esperança para a humanidade e para o planeta.
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Programação para o sucesso

Texto extraído do livro Tratado de Yôga do Educador DeRose.
Atribuo muito do sucesso que tive na vida ao fato de exercer uma reprogramação constante ao longo dos anos.

Criei fórmulas segundo as necessidades de cada momento e fui aperfeiçoando-as. Com o passar do tempo, descobri construções de frases com a propriedade de ir diretamente aos setores do inconsciente que determinam as reações do indivíduo.  Ora, são as reações da pessoa, ou seja, sua maneira de reagir às circunstâncias da vida, que a direcionam para o sucesso ou para o fracasso, a ter amigos ou não tê-los, a ser saudável ou cultivar uma enfermidade, ser feliz ou infeliz.

Por exemplo, quando um desconhecido olha alguém insistentemente, uma pessoa menos educada poderá reagir com agressividade, retrucando: “O que é que você está olhando?”. Enquanto outra mais refinada poderá retribuir o olhar com um sorriso espontâneo e automático, pois essa é a forma pela qual reage naturalmente. O primeiro terá ganho um inimigo, poderá escutar o que não gostaria, poderá mesmo chegar às últimas conseqüências de um confronto. Já o segundo terá conquistado mais um amigo, uma pessoa que poderá até ajudá-lo no futuro. De reciprocidades fazem-se as histórias de sucesso na vida.

Portanto, não convence essa conversa de que tudo acontece de mal “só com você”. As mesmas coisas acontecem com todo o mundo. Só que alguns reagem com esportividade e simpatia, outros com paranóia e histeria.

Quanto à reprogramação emocional positiva, ela se mostra eficaz dependendo das construções verbais utilizadas. É preciso levar em conta que nosso emocional é uma criança. Vai pelo que lhe for mais agradável. Uma frase verdadeira que, entretanto, não tenha a métrica, a melodia e o sentido cativante, não consegue penetrar a blindagem com que o psiquismo se protege do bombardeio constante de sugestões procedentes do exterior, seja pela propaganda, seja pelas tentativas naturais de um interlocutor convencer o outro numa simples troca de idéias ou numa discussão sobre algum assunto mais acalorado.

Uma afirmação tal como “sou bonito”, provavelmente seria rejeitada pelo inconsciente e, portanto, nula para a maior parte das pessoas. Por outro lado, se aceita pelo psiquismo, tal afirmação constituiria a implantação de uma mera auto-sugestão, simples enganação que não levaria a nenhum progresso verdadeiro no sentido de aperfeiçoar sua boa aparência.

A reprogramação progressiva funciona assim:

(1o. estágio) “quero melhorar minha aparência pessoal”, conseqüentemente;

(2o. estágio) “vou progredir gradualmente para melhorar minha aparência pessoal”, e, conclusão;

(3o. estágio) “estou melhorando sempre mais a minha aparência pesssoal”.

Essa, sim, é uma estratégia convincente. Transmite maturidade, veracidade, consistência. Proporciona tempo e condições para que a ordem seja obedecida. Estabelecer metas e prazos é bem eficaz.

Para mentalizar de manhã, ao levantar:
Recebo este novo dia em minha vida com a disposição de ser uma pessoa melhor e mais feliz. Quero me reeducar gradualmente para servir melhor as pessoas com quem me relacionar neste dia.Vou aprender mais coisas, realizar algo de bom, regozijar-me com as coisas belas e simples como uma brisa, um raio de sol, um pássaro, uma flor. Quero ser mais tolerante hoje do que ontem, e amanhã mais do que hoje. Desejo compartilhar as boas coisas, bons pensamentos.

Se receber uma agressão:
Sei que essa pessoa está com problemas. A vida não deve ter sido tão boa com ela quanto tem sido comigo. Sou grato por isso. Assim, encontro forças para superar este incidente e seguir em frente a fim de usufruir o que a vida me reserva de melhor.
Quando alguém precisar de auxílio:
Sou mais feliz do que a maioria das pessoas. Quero fazer o máximo ao meu alcance para levar um pouco de felicidade a todos. Ainda que isso me custe algo, sinto-me recompensado por ter sido mensageiro da felicidade. Portanto, não espero nenhum reconhecimento nem gratidão.

Se algo correr mal:
Podia ter sido pior. Estou feliz por ter sido só isto. Mesmo assim, quero que no futuro minhas atitudes reduzam as probabilidades de que circunstâncias assim voltem a acontecer.
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terça-feira, 27 de julho de 2010

Método DeRose e Surf


Texto da Profa. Rosângela de Castro
O sonho da onda perfeita faz parte dos dias e das noites de todos os surfistas. Na maior parte das vezes, aproveitar os poucos segundos desta experiência indescritível de deslizar numa parede de água cristalina em movimento, requer muito treino, perseverança e dedicação. O exercício começa na areia, ao observar o mar e prestar atenção na formação das ondas. Ao escolher o melhor pico e calcular o momento de entrar. Dentro da água, vigilância para se colocar no lugar certo, no momento certo e na onda certa. O surfista precisa de concentração e precisão.
Agora vem o estilo e a performance. Quanto mais ágil, flexível, alongado e solto estiver o corpo, melhor será o desempenho sobre esse pequeno veículo que leva o surfista a uma viagem que poucos conhecem.
Consciência corporal para saber respeitar o seu limite, estabilidade emocional e autoconfiança são requisitos básicos. E acima de tudo isso, fôlego, muito fôlego para agüentar alguns segundos de sacudidas e cambalhotas em baixo da água.
Não é à toa que tem muita gente praticando Yôga para melhorar o desempenho neste esporte!
O SwáSthya Yôga aplica um intenso treinamento para desenvolver uma super capacidade pulmonar. O principal objetivo é aprimorar o nível de atenção e percepção do indivíduo. É deixar a mente muito alerta, lúcida e centrada. Também se aprende a manter um ritmo respiratório amplo e estável, o que por um lado aumenta a resistência ao esforço físico e por outro, abaixa os níveis de ansiedade e estresse. Isto dá uma excelente condição física e psíquica ao atleta.
Para aprimorar a habilidade corporal, existe um grupo de técnicas chamado ásana. Trabalha-se flexibilidade, alongamento e tônus muscular, associados à consciência corporal, respiração e meditação. Aprende-se a aproveitar o seu potencial e a direcioná-lo ao tipo de esforço exigido, sem fatigá-lo.
Certamente pela cabeça de alguém vai passar aquela pergunta clássica: yôga relaxa? Vou devolver a pergunta: surf relaxa? Na verdade, dá um bem estar, deixa o ser mais vivo. É exatamente como o surf: não se faz para relaxar, se faz pelo prazer.
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