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sábado, 4 de junho de 2011

Texto sobre ciúme


Gostaria de compartilhar um texto retirado do livro Método de Boas Maneiras, do Educador DeRose. Gosto muito deste ponto de vista. Não sei se é por compartilhar estas idéias, mas a Fernanda e eu nunca brigamos ao longo dos nossos mais de 5 anos de namoro. Vejo isso como um sinal de maturidade de ambas as partes. Acontece que muitos casais acham que brigar, discutir relação, fazer cara feia, sentir ciúme ou ter uma relação como se estivesse a pisar em ovos é normal. Se o casal é feliz assim, ótimo. No meu ponto de vista, tudo isso enfraquece a relação e o desejo pelo parceiro.
Confira o texto logo abaixo.
Gustavo Marson


Ciúme
O ciúme nada mais é do que a soberba ignorância dos princípios de espaço vital e, na mesma proporção, constitui uma grosseiríssima falta de educação para com o parceiro, bem como para com todos quantos sejam vitimados por presenciar a cena, ainda que ela seja apenas uma cara feia. Isso, sem falar nos amigos ou amigas que acabam envolvidos na ridícula ceninha de novela mexicana.

Se você quer azedar seu relacionamento afetivo, a receita é infalível. Seja ciumento(a). Ou o relacionamento deteriora e vai cada um para o seu lado, ou acabarão sendo personagens das manchetes policiais.
Ciúme é uma truculência psicológica sem desculpa. Ciúme não é causado pelo amor ao outro e sim por amor-próprio, amor-a-si-próprio.

Se sua mulher é ciumenta, meus pêsames. Se seu marido é ciumento, considere nossa amizade rompida. Se você é ciumento(a), vá fazer uma psicoterapia, que ninguém tem culpa das suas inseguranças psicológicas.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ações de Civilidade


Texto do Educador DeRose
Acesse o site www.MetodoDeRose.org

Três-vezes-três ações de civilidade por dia

Um bom exemplo de praticante do Método DeRose na área de conceitos é a ação efetiva para transformar o mundo através da civilidade (podemos chamar de boas ações ou até de boas maneiras).
Todos os dias vamos computar quantas ações louváveis protagonizamos.
Três vezes três

O três é um dos números reverenciados na nossa tradição hindu, e encontramo-lo na Trimurti, no trishúla, no trikuti, no tribandha, no trigranthi etc. Vamos então fazer nossa contagem a partir dele.
Se você realizar hoje menos de três ações meritórias, considere este como um dia de chumbo.
Se realizar três boas ações, este foi um dia de bronze.
Com duas vezes três ações de boas maneiras, seu dia terá sido de prata.
Conquistando três-vezes-três ações de civilidade, comemore um dia de ouro.
Mas se conseguiu realizar mais de três-vezes-três ações, você é o nosso heroi e o seu dia foi de diamante!
Que ações poderiam ser essas?

Efetue uma doação a alguma instituição de assistência social séria.
Participe como voluntário em alguma campanha filantrópica.
Envolva-se de corpo e alma com as campanhas da Defesa Civil da sua cidade.
Dê comida a quem tem fome.
Dê um agasalho a quem tem frio.
Dê um sorriso, uma atenção, um afeto a quem esteja precisando disso tanto quanto o que tem fome e o que tem frio.
Salve um cão abandonado.
Regue as flores do jardim do seu vizinho, desinteressadamente.
Pare o carro a fim de dar passagem a um pedestre que esteja querendo atravessar a rua, mesmo fora da faixa.
Socorra um desconhecido que esteja caído na calçada tendo um ataque epilético.
Dê flores a um amigo.
Não se abale quando outro motorista for mal educado, der uma fechada ou mesmo bater no seu carro.
Peça desculpas, mesmo quando tiver a certeza de que está com a razão.
Trate bem um mendigo que venha pedir dinheiro.
Telefone para um amigo, colega ou parente, só para perguntar como vai.
Converse amenidades com um desconhecido no supermercado ou no shopping center.
Dê a mão a uma senhora para sair do carro.
Ofereça-se para ajudar a carregar as compras ao vizinho no prédio em que mora ou ao desconhecido no estacionamento.
Carregue a bolsa pesada da sua amiga.
Ouça o desabafo de quem precise falar sobre um problema.
Jogue no lixo algo que alguém tiver deixado cair fora da lixeira.
Acaricie um cão.
Elogie o filho de alguém.
Dê os parabéns a um colega ou concorrente por uma conquista ou por um projeto vitorioso.
Dê uma gorjeta mais substancial do que o mínimo de praxe.
Agradeça pelo serviço e elogie a atuação do garçom ou outro profissional.
Diga "você está com a razão".
Sorria para as pessoas no clube, nas lojas, na sua empresa.
Trate com cortesia o seu porteiro, a sua auxiliar de limpeza e todo o pessoal subalterno.
Recicle.
Dê informações, auxilie, oriente (na empresa, no trânsito, na faculdade).
Converse com os funcionários que o atendem.
Escute as reivindicações do cônjuge. E atenda-as.
Diga obrigado e sorria para alguém na rua, no trânsito, nas compras.
Responda com gentileza a um vizinho irritado.
Acalme um colega, um familiar ou um amigo quando ele estiver zangado com você.
Não insulte a quem bem que merecia.
Quando não precisar de algum objeto ou roupa não o guarde nem o jogue fora: procure quem esteja precisando e faça-lhe presente. O que não presta para um pode ser uma bênção para outro.
Dê uma informação útil a alguém.

domingo, 26 de setembro de 2010

Pontualidade é sinal de boas maneiras



Conheço pessoas que chegam compulsivamente atrasadas em seus compromissos. Imprevistos acontecem, mas essas pessoas sempre têm um motivo para o seu atraso. Tudo é uma questão de organização do tempo e respeito com os demais envolvidos. 

O tempo é um dos nossos maiores bens, chegar atrasado a um compromisso é um desrespeito, pois tomará o tempo da outra pessoa que chegou ao seu encontro pontualmente. 

Pessoas bem educadas, que demonstram constante pontualidade, demonstram responsabilidade, estabilidade e que valorizam os outros. Como a dizer: eu lhe respeito e respeito seu tempo. Pontualidade demonstra competência, elegância e educação. 

A maioria dos que se atrasam constantemente não vêem muito problema nisso. A não pontualidade demonstra que o atrasado é sempre vítima dos pequenos problemas do dia-a-dia e quase sempre revela uma pessoa desorganizada, instável, às vezes irresponsável, em quem não se pode confiar. Quando esta pessoa se atrasa, é como se dissesse: o meu tempo é mais importante que o seu. 

E quando o atraso for inevitável? Neste caso, o contato com antecedência dando pelo menos uma satisfação do seu atraso é sempre muito educado. Mas mesmo assim, se você tiver que frequentemente se explicar, isso significa que não tem controle sobre seu tempo. Se os atrasos são uma constante na sua vida, será preciso uma reeducação comportamental, alterando atitudes e valores para entender que pontualidade significa respeito à outra pessoa. Afinal, quando se adota a antecedência necessária, não se chega atrasado a lugar algum. 

No mundo corporativo é ainda mais importante, pois leva não só o seu nome mas também o da empresa onde trabalha. Com atrasos, o profissional e a empresa perdem credibilidade e a imagem de ambos fica prejudicada. 

E como você enxerga a importância da pontualidade? Gostaria de saber a sua opinião. Deixe um comentário. 

Gustavo Marson

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A Elegância do Comportamento




Gostaria de compartilhar o texto abaixo que, segundo as referências que obtive, pertence a Henri Toulouse Lautrec (1864-1901), um pintor pós impressionista e litógrafo francês:


A Elegância do Comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer… porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens…

…Abrir a porta para alguém é muito elegante… dar o lugar para alguém sentar… Oferecer ajuda…

…Olhar nos olhos, ao conversar…

Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem enorme para a alma…

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social:

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

domingo, 1 de agosto de 2010

Boas Maneiras no Ski


Gustavo Marson esquiando no Cerro Castor - Ushuaia

Todos os lugares pedem uma conduta específica de boas maneiras, desta forma deixaremos todos à nossa volta mais à vontade, nos sentiremos bem e estaremos mais integrados ao grupo. 
Na montanha não é diferente, seja você um esquiador iniciante ou avançado, essas dicas servirão para tornar seus dias de esqui ainda mais prazerosos e seguros: 

No lift (ascensores ou teleféricos) 
  • Ao pegar a fila cuide para não bater seus skis nos da pessoa à sua frente.
  • Se houver uma fila longa, procure preencher ao máximo as cadeiras. Alguns possuem 4 ou 6 lugares e, mesmo com muita gente esperando na fila, muitas vezes é ocupado apenas por 2 ou 3 pessoas.
  • Ao baixar a barra tenha cuidado com os demais.
  • Ao sair preste muita atenção, se você estiver do lado esquerdo saia para o lado esquerdo, se você estiver do lado direito saia para o lado direito, liberando espaço para aqueles que estão no meio e evitando acidentes. 
Nas pistas 
  • Se cair numa pista ou saindo do lift, levante-se o mais rápido possível. Principalmente nas saídas dos lifts, ficar ali jogado no chão pode causar outras colisões. 
  • Procure manter uma trajetória para que os esquiadores mais rápidos que você possam fazer uma ultrapassagem segura.
  • Quando houver um esquiador mais lento à sua frente, principalmente se estiver em uma pista estreita, observe sua trajetória e, se possível, indique sua passagem à direita ou à esquerda. Lembre-se que o esquiador à sua frente tem direito de passagem, portanto é de sua responsabilidade fazer uma ultrapassagem segura.
  • Se você precisar parar na pista, faça-o de uma forma que não seja um obstáculo para os demais esquiadores e, antes de parar, verifique se não há outros esquiadores atrás de você. Antes de voltar a esquiar, olhe para cima da pista para ver se ela está livre. Se houver muita gente descendo, aguarde o melhor momento.
  • Se tiver que cruzar uma pista, faça-o com muito cuidado para evitar acidentes.
  • Pistas verdes são para iniciantes. Se você não é um, ao pegá-la, lembre-se de realizar uma conduta ainda mais defensiva, afinal a maior parte dos esquiadores ali estão realizando seus primeiros passos na montanha.
  • Nunca pare imediatamente após um cume, esquiadores rápidos ou realizando saltos podem atingi-lo se você estiver num ponto cego. 
Nos restaurantes da montanha 
  • Não ocupe os assentos e mesas com suas luvas, gorro e capacete se o restaurante estiver cheio. Libere espaço para os demais.
Agora basta colocar em prática estas dicas e aproveitar ao máximo nossos dias tão esperados na montanha.

Gustavo Marson

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Não seja um descontente!


Extraído do livro Método de Boas Maneiras do Educador DeRose
Meio século de vida me ensinou a aceitar um defeito do ser humano como algo incurável: sua insatisfação.
Dei a volta ao mundo inúmeras vezes e conheci muita, mas muita gente mesmo. Travei contato íntimo com uma infinidade de fraternidades iniciáticas, entidades culturais, associações profissionais, academias desportivas, universidades, escolas, empresas, federações, fundações... Em todas elas, sem exceção, havia descontentamento.
Em todos os agrupamentos humanos há uma força de coesão chamada egrégora. Pela lei de ação e reação, toda força tende a gerar uma força oponente. Por isso, nesses mesmos agrupamentos surgem constantemente pequenos desencontros que passam a ganhar contornos dramáticos pela refração de uma ótica egocêntrica que só leva em conta a satisfação das expectativas de um indivíduo isolado que analisa os fatos de acordo com suas próprias conveniências.
Noutras palavras se os fatos pudessem ser analisados sem a interferência deletéria dos egos, constatar-se-ia que nada há de errado com esses fatos, a não ser uma instabilidade emocional. Instabilidade essa que é congênita em todos os seres humanos. Uma espécie de erro de projeto original, que ainda está em processo de evolução. Afinal, somos uma espécie extremamente jovem em comparação com as demais formas de vida no planeta. Estamos na infância da nossa evolução e, como tal, cometemos inapelavelmente as imaturidades naturais dessa fase.
Observe que raríssimas são as pessoas que estão satisfeitas com seus mundos. Em geral, todos têm reclamações do seu trabalho, dos seus subalternos e dos seus superiores; da sua remuneração e do reconhecimento pelo seu trabalho; reclamações dos seus pais, dos seus filhos, dos seus cônjuges, do seu condomínio, do governo do seu País, do seu Estado, da sua cidade, da política, da Justiça, do departamento de trânsito, dos impostos, dos vizinhos mal-educados, dos motoristas inábeis, dos pedestres indisciplinados... Quanta coisa para reclamar, não é?
Se formos por esse caminho, concluiremos que o mundo não é um lugar bom para se viver e seguiremos amargurados e amargurando os outros. Ou nos suicidaremos!
Já na antiguidade os hindus observaram esse fenômeno da endêmica insatisfação humana e ensinaram como solucioná-la:
“Se o chão tem espinhos, não queira cobrir o chão com couro. Cubra os seus pés com calçados e caminhe sobre os espinhos sem se incomodar com eles.”
Ou seja, a solução não é reclamar das pessoas e das circunstâncias para tentar mudá-las e sim educar-se a si mesmo para adaptar-se. A atitude correta é parar de querer infantilmente que as coisas se modifiquem para satisfazer ao seu ego, mas sim modificar-se a si mesmo para ajustar-se à realidade. Isso é maturidade. A outra atitude é neurótica, pois jamais você poderá modificar pessoas ou instituições para que se ajustem aos seus desejos. Não seja um desajustado.
Então, vamos parar com isso. Vamos aceitar as pessoas e as coisas como elas são. E vamos tratar de gostar delas. Você vai notar que elas passam a gostar muito mais de você e que as situações que antes lhe pareciam inamovíveis, agora se modificam espontaneamente, sem que você tenha que cobrar isso delas. Experimente. Você vai gostar do resultado!


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sutileza é sinônimo de Boas Maneiras


Extraído do Blog do DeRose – www.MetodoDeRose.org/blog
No banheiro
  • Os homens devem lançar o jato na lateral do vaso para não produzir ruído nem levantar cheiro.
  • Devem limpar as bordas do vaso com papel higiênico.
  • Mantenha o vaso sanitário fechado.
  • Se algum dispositivo (papel higiênico, toalha, sabonete) estiver acabando, avise o dono da casa ou, melhor ainda, compre e reponha.
  • As mulheres devem catar os cabelos que vão denunciando sua passagem por aquele território.
  • Abra as torneiras para atenuar algum ruído desagradável.
  • Sempre que usar o banheiro, use um desodorizante spray.
  • Tenha desodorizantes de ar disponíveis no banheiro.
  • Enxugue-se dentro do box.
  • Tenha sempre uma toalha, um sabonete novo e uma escova de dentes nova, dentro da embalagem para oferecer a algum hóspede.
  • Evite entrar no banheiro quando seu parceiro estiver lá.
  • Não faça aquele ruído horrível com a garganta quando for ao banheiro pela manhã. Se você não sabe do que eu estou falando, ótimo, é porque você não o faz, nem nenhum conhecido seu!
Na cama
  • Verifique se a roupa de cama está sempre limpinha e perfumada.
  • Para não roncar, evite comer à noite e durma de lado. Costuma funcionar.
  • Não fique duro e pesado. Se o parceiro estiver sem espaço, perceba mesmo dormindo e chegue pra lá.
  • Arrume a cama ao se levantar.
Nas relações afetivas
  • Não brigue.
  • O casal que se fecha em copas é mal educado. Seja mais sociável. Conviva com os amigos, convide-os para jantar, passear, reunir-se, recebê-los em sua casa, ir à casa deles.
  • Saiba terminar bem o namoro ou sua fama de troglodita vai correr e vai ser difícil conseguir depois alguém interessante.
  • Saiba a hora certa de terminar. Se passar o momento mágico, vocês começarão a se tratar mal e vão terminar com constrangimento.
  • Nada de discutir a relação. Mas muito diálogo é saudável.
  • Ciúme é grosseria.
  • Em caso de confronto iminente, pense com a cabeça do outro.
  • Peça desculpas, mesmo que a culpa não seja sua. O outro também acha que a culpa não é dele.
  • Lembre-se das datas importantes.
  • Dê flores.
  • Dê presentes. Não precisam ser caros. Mas é importante mostrar essa atenção.
  • Abra a porta para ela.
Com os amigos
  • Não brigue.
  • Timidez é falta de educação. Deixa os outros pouco à vontade e dá a impressão de que você não gosta das pessoas.
  • Procure os amigos. Telefone. Visite-os. Leve flores. Envie postais dos lugares por onde viaja.
  • Visitando um amigo, sinta-se à vontade na casa dele, mas respeite seu espaço vital, sua privacidade e saiba quando ir embora.
  • Seja pontual. Deixar alguém esperando é uma grosseria. Atrasar-se é um descaso. Se você faz isso sempre, não tenho nem palavras para qualificar isso.
À mesa
  • Não comece a comer antes dos outros. Espere todos se servirem. Se forem mais de seis pessoas esta regra não vale.
  • Ponha o guardanapo sobre as pernas.
  • Se comer pão, mantenha a mesa imaculadamente limpa de farelos.
  • Se a manteiga vier em esferas, tire uma e coloque-a no pratinho que está do seu lado esquerdo.
  • Não jogue o pão dentro da sopa.
  • Não incline o prato para alcançar a última colherada de sopa.
  • Use os talheres de fora para dentro. Os primeiros são para as entradas ou salada. Os últimos, para o prato principal.
  • Como segurar o garfo com delicadeza (de preferência com os três dedos: polegar, indicador e médio).
  • Não encha o garfo. Não encha a boca. Não fale de boca cheia.
  • Não incline muito o corpo sobre o prato.
  • Jamais corte o macarrão, nem com o garfo.
  • Como comer spaghetti ou tagliarini.
  • Nunca use a faca para empurrar a comida para o garfo.
  • Apoie a faca sobre dois pontos na borda do prato.
  • Ao usar a faca, não segure o garfo como quem está cortando um bife duro.
  • Corte sem fazer muita pressão, para evitar o ruído estridente e desagradável da faca raspando a louça.
  • Não toque com os dentes no garfo. Não os levante nem gesticule com os talheres.
  • Use o guardanapo para limpar os lábios antes de tomar a bebida.
No falar
  • Fale a, no mínimo, um braço de distância do seu interlocutor.
  • Não diga "uma mulher": ou é uma senhora ou uma moça.
  • Não diga "quer que eu faço?" ou "quer que eu vou?" pois isso está errado e denota extrato social sem cultura.
  • Não diga "ele vai vim". Vim é primeira pessoa: eu. Eu vim. Vim é passado. "Ontem eu vim assistir a aula do Prof. DeRose." "Ele vai vim" é uma aberração idiomática! Alguém diria "Amanhã ele vim"? Então como é que algumas pessoas dizem solenemente: "Amanhã ele vai vim"?
  • Não diga "meu óculos". Óculos é plural. Meus óculos, um par de óculos.
  • "Que nem ele", significa "diferente dele". Prefira "como ele", "igual a ele".
  • "Se caso ele não puder" não é correto. Use: "se ele não puder" ou "caso ele não possa".
  • "Provavelmente ele não possa" não existe. Prefira: "É provável que ele não possa" ou "provavelmente ele não poderá".
  • "Possivelmente eu não vá" é o mesmo caso acima. Prefira: "É possível que eu não vá" ou "possivelmente eu não vou".
  • "Como você chama?" Chama o quê? Se quiser saber o nome do outro pergunte "como é que você se chama?"
  • Leia o capítulo Falar corretamente no livro Boas Maneiras no Yôga. É divertido e ensina a falar melhor.

Boas Maneiras, para quê?


Texto extraído do livro Boas Maneiras no Yôga do Educador DeRose


O praticante do Método DeRose deve ser uma pessoa refinada. Se já não o era antes de entrar para a nossa egrégora, deve polir-se até que esteja bem de acordo com o que se espera de um de nós.

Por adotarmos um estilo de vida um tanto diferente, já que não fumamos, nem bebemos, não usamos drogas, não comemos carnes de animais mortos e manifestamos uma sexualidade bem resolvida, devemos estar atentos para a nossa imagem e comportamento. Evidentemente, procuramos manter o mimetismo a fim de não chamar a atenção. Mas, às vezes, não funciona. Então, que sejamos notados e lembrados pela nossa elegância.
...

A maior parte das normas de conduta surgiram de razões práticas. Se você conseguir descobrir o veio da consideração humana, terá descoberto também a origem de todas as fórmulas da etiqueta. Tudo isso se resume a uma questão de educação. Boas maneiras são as maneiras de agir em companhia de outras pessoas de forma a não invadir seu espaço, não constrangê-las e fazer com que todos se sintam bem e à vontade na sua companhia. Por isso, boas maneiras são uma questão de bom senso.

Aliás, com relação a esse pormenor, reconheçamos que boas maneiras são também convenções em constante mutação, dependendo do tempo e do espaço. Por isso, o manual de etiqueta que serve para o Japão, não serve para a Europa e o que foi publicado alguns anos atrás, hoje já pode estar desatualizado, pois o mundo se transforma rapidamente.

Assim, o melhor que você tem a fazer quando está fora do seu habitat é esperar que os outros ajam antes, observar e fazer igual. Se comem com a mão, siga o exemplo; se com háshi, trate de conseguir fazer o mesmo.

Mas se, apesar de tudo, você não conseguir seguir determinados costumes, simplesmente decline-os. Jamais vou conseguir tomar sopa ou chá fazendo ruído, nem arrotar no fim da refeição como é correto em alguns países. Nesses casos, conto com a indulgência dos anfitriões pelo fato de eu ser estrangeiro que não sabe se comportar 100% de acordo com as maneiras locais. Contento-me com uns 95%.

Porém, se você é o anfitrião, cuide de pôr seu convidado à vontade, fazendo como ele – sempre que possível. Tenho um amigo que, para não deixar seu convidado embaraçado, acompanhou-e e bebeu a lavanda que foi servida após a refeição. Outro fato bastante conhecido foi o de um diplomata árabe que, numa recepção de gala, terminou de comer uma coxinha de frango e atirou o osso para trás. Por um instante todos se entreolharam como que a se perguntar: "O que faremos?". Ato contínuo o anfitrião imitou-o e, em seguida, todos estavam atirando seus ossinhos por sobre o ombro... e divertindo-se muito com isso.