Mostrando postagens com marcador Boas Relações Humanas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Boas Relações Humanas. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de junho de 2011

Texto sobre ciúme


Gostaria de compartilhar um texto retirado do livro Método de Boas Maneiras, do Educador DeRose. Gosto muito deste ponto de vista. Não sei se é por compartilhar estas idéias, mas a Fernanda e eu nunca brigamos ao longo dos nossos mais de 5 anos de namoro. Vejo isso como um sinal de maturidade de ambas as partes. Acontece que muitos casais acham que brigar, discutir relação, fazer cara feia, sentir ciúme ou ter uma relação como se estivesse a pisar em ovos é normal. Se o casal é feliz assim, ótimo. No meu ponto de vista, tudo isso enfraquece a relação e o desejo pelo parceiro.
Confira o texto logo abaixo.
Gustavo Marson


Ciúme
O ciúme nada mais é do que a soberba ignorância dos princípios de espaço vital e, na mesma proporção, constitui uma grosseiríssima falta de educação para com o parceiro, bem como para com todos quantos sejam vitimados por presenciar a cena, ainda que ela seja apenas uma cara feia. Isso, sem falar nos amigos ou amigas que acabam envolvidos na ridícula ceninha de novela mexicana.

Se você quer azedar seu relacionamento afetivo, a receita é infalível. Seja ciumento(a). Ou o relacionamento deteriora e vai cada um para o seu lado, ou acabarão sendo personagens das manchetes policiais.
Ciúme é uma truculência psicológica sem desculpa. Ciúme não é causado pelo amor ao outro e sim por amor-próprio, amor-a-si-próprio.

Se sua mulher é ciumenta, meus pêsames. Se seu marido é ciumento, considere nossa amizade rompida. Se você é ciumento(a), vá fazer uma psicoterapia, que ninguém tem culpa das suas inseguranças psicológicas.

domingo, 26 de setembro de 2010

Pontualidade é sinal de boas maneiras



Conheço pessoas que chegam compulsivamente atrasadas em seus compromissos. Imprevistos acontecem, mas essas pessoas sempre têm um motivo para o seu atraso. Tudo é uma questão de organização do tempo e respeito com os demais envolvidos. 

O tempo é um dos nossos maiores bens, chegar atrasado a um compromisso é um desrespeito, pois tomará o tempo da outra pessoa que chegou ao seu encontro pontualmente. 

Pessoas bem educadas, que demonstram constante pontualidade, demonstram responsabilidade, estabilidade e que valorizam os outros. Como a dizer: eu lhe respeito e respeito seu tempo. Pontualidade demonstra competência, elegância e educação. 

A maioria dos que se atrasam constantemente não vêem muito problema nisso. A não pontualidade demonstra que o atrasado é sempre vítima dos pequenos problemas do dia-a-dia e quase sempre revela uma pessoa desorganizada, instável, às vezes irresponsável, em quem não se pode confiar. Quando esta pessoa se atrasa, é como se dissesse: o meu tempo é mais importante que o seu. 

E quando o atraso for inevitável? Neste caso, o contato com antecedência dando pelo menos uma satisfação do seu atraso é sempre muito educado. Mas mesmo assim, se você tiver que frequentemente se explicar, isso significa que não tem controle sobre seu tempo. Se os atrasos são uma constante na sua vida, será preciso uma reeducação comportamental, alterando atitudes e valores para entender que pontualidade significa respeito à outra pessoa. Afinal, quando se adota a antecedência necessária, não se chega atrasado a lugar algum. 

No mundo corporativo é ainda mais importante, pois leva não só o seu nome mas também o da empresa onde trabalha. Com atrasos, o profissional e a empresa perdem credibilidade e a imagem de ambos fica prejudicada. 

E como você enxerga a importância da pontualidade? Gostaria de saber a sua opinião. Deixe um comentário. 

Gustavo Marson

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quem não serve como amigo, não serve como inimigo


Extraído do Blog do DeRose, do futuro livro Coisas que a vida me ensinou

Já vi muita gente declarando: “Fulano não serve para ser meu amigo. Vou lhe dizer umas poucas e boas.”
A sabedoria popular diz que mexer no que não cheira bem só faz piorar o odor. Se o Fulano em questão realmente não serve como amigo, o melhor é tomar uma medida amenizadora do mal-estar ou do mal-entendido surgido e, depois, promover um afastamento cordial.
A vida me ensinou que uma pessoa que não sirva para se conviver, alguém em quem não se possa confiar, é também uma pessoa com quem devemos evitar confusão.
O que é que você ganha discutindo com alguém? Algumas pessoas fazem isso porque andaram assistindo novela e aprenderam a “não levar desaforo para casa”. Algumas dessas pessoas nem mesmo sabem conduzir um relacionamento de amizade ou conjugal sem estar todo o tempo a contender, como se a existência devesse consistir em um incessante defender-se dos outros e proteger seu território. Isso caracteriza nível educacional muito baixo. Pessoas educadas e elegantes não utilizam esse paradigma.
Quem se melindra e briga por tudo e por nada, é portador de complexo de inferioridade. Se você não é um complexado, não precisa responder a uma agressão com outra agressão.
Agora considere: quem parte para um bate-boca não pode ser uma pessoa fina. Geralmente, tem pouco a perder. Não é o seu caso. Tornar-se inimigo de uma pessoa ralé pode lhe custar dissabores futuros, ao longo de toda a sua vida. O que fazer então? Deixar o inconveniente azucrinar a sua existência? Jamais! Quem não serve para ser seu amigo deve ser afastado com arte. Dependendo do tipo de relacionamento que vocês mantiveram, promova um distanciamento progressivo e, volta e meia, você tempera com uma cortesia. Por outro lado, recuse gentilmente os convites para o estreitamento da convivência, mediante justificativas aceitáveis.
O que você não deve fazer é partir para a briga, ou insultar, ou prejudicar a quem quer que seja. A maior parte das pessoas que trabalharam comigo e que eu precisei exonerar, continuam minhas amigas. A maior parte das minhas ex-esposas continuam mantendo boas relações comigo. As pessoas com quem não consegui preservar o distanciamento cordial e que hoje não gostam de mim, considero que, com essas, fracassei. Felizmente, foram poucas.
Isso de “ter que conversar” só funciona quando as pessoas são de fato amigas ou muito inteligentes, o que não constitui a média da humanidade! Nem com marido e mulher essa coisa de sentar para conversar funciona muito bem. Cada qual fica na defensiva e sai briga. Isso só funciona para os terapeutas, cuja profissão é o diálogo. É muito melhor adotar a tática da gentileza e do carinho quando não for o caso da necessidade de afastamento.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O que não pode ser ouvido, não deve ser dito.


Extraído do Blog do DeRose, do futuro livro Coisas que a vida me ensinou
www.MetodoDeRose.org/blog

Não tenha ilusões. Tudo o que você disser a respeito de uma pessoa chegará ao conhecimento dela. Portanto, segure essa língua. Depois não adianta ficar revoltado com a inconfidência das pessoas. É assim mesmo.
Segredo de mais de uma pessoa não é mais segredo. No momento em que você conta seu segredo para uma pessoa da sua confiança, ela também só conta para uma outra da confiança dela e assim sucessivamente. Em pouco tempo, dezenas de pessoas estarão sabendo o seu “segredo”.
E para que contar? Por que essa necessidade de se expor? Sempre que precisar comentar algo sobre alguém, só diga coisas boas. Um belo exercício é: quando começar a dizer algo ruim ou começar a vomitar uma crítica sobre alguma pessoa, reverta a frase e comece imediatamente a elogiá-la. Essa pessoa não tem nada de bom para ser elogiado? Invente!

domingo, 19 de setembro de 2010

Quanto menos eu perder, melhor.


Extraído do Blog do DeRose, do futuro livro Coisas que a vida me ensinou
Algumas pessoas (a maioria) quando perdem alguma coisa ficam tão descontroladas que acabam piorando o que já estava ruim. Meu vizinho no Rio de Janeiro já tinha perdido algum dinheiro num assalto. Não satisfeito, quando os assaltantes foram embora ele saiu correndo atrás. Balanço da atitude descontrolada: perdeu também a vida.
Uma conhecida perdeu o namorado para outra sirigaita. Não satisfeita com a perda, foi tomar satisfações à sedutora. “Ah! Não vou deixar isso barato, não!” É, barato não saiu. Tomou uma surra da outra. Agora, perdera o namorado, o relógio, o vestido que ficou inutilizado e a reputação. Nenhum mancebo quis mais se aproximar dela. “É daquelas que fazem escândalo…”, diziam.
Minha filosofia a respeito é: se me atrasei e já perdi o avião, não vou agora perder também a calma, a saúde e a classe.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A Elegância do Comportamento




Gostaria de compartilhar o texto abaixo que, segundo as referências que obtive, pertence a Henri Toulouse Lautrec (1864-1901), um pintor pós impressionista e litógrafo francês:


A Elegância do Comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer… porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens…

…Abrir a porta para alguém é muito elegante… dar o lugar para alguém sentar… Oferecer ajuda…

…Olhar nos olhos, ao conversar…

Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem enorme para a alma…

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social:

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fábula sobre a Síndrome de Caim

Texto extraído do Blog do DeRose: www.metododerose.org/blog
Quando surgiu o gênero Homo, de onde viria a desenvolver-se a espécie Homo sapiens, havia duas subespécies: Homo amābilis Homo malīgnus. Essas subespécies eram tão semelhantes que até podiam cruzar e eventualmente o faziam, gerando uma descendência híbrida. Mas havia uma diferença entre elas. OHomo amābilis era um animal doce e querido, de sentimentos francos e comportamento dócil. Jamais agredia, nem para se defender. Repartia a comida (frutos, raízes, folhas, mel), dividia a caverna, compartilhava as ferramentas. Nunca esperava uma agressão ou traição por parte do Homo malīgnus. Este, por sua vez, era o oposto. Sempre tramando ardis para roubar a comida, as ferramentas, a moradia e tudo o que o Homo amābilis possuísse. Há quem diga que o relato bíblico de Abel e Caim, os primeiros homens sobre a Terra, referia-se àquelas duas subespécies.
Havia, na época, alguns poucos milhares de exemplares da espécie Homo no planeta e não se esperava que ela vingasse, pois era menos aparelhada para sobreviver que os outros animais. Não dispunha de presas, garras, chifres, veneno, velocidade, nada. Mas uma das subespécies parecia ter desenvolvido, como arma secreta, uma astúcia maligna. Com ela, engendrava ciladas para os animais, inclusive os da mesma espécie, a fim de levar vantagem, destruí-los e tomar tudo o que eles tinham.
Com o tempo, o Homo amābilis entrou em extinção por razões ainda não muito claras, enquanto o Homo malīgnus sobrepujou e sobreviveu. Dele, evoluiu o Homo sapiens. Por isso, temos tantas invejas, tanto ódio, tanto prazer em destruir, em falar mal. Por isso, existem crimes e guerras. Por isso, o ser humano destrói o meio ambiente, desmata as florestas, polui as águas. Por isso, ele tortura e mata sem sensibilidade tanto outros humanos quanto os animais e devora suas carnes.
Homo malīgnus só não destruiu totalmente a vida no planeta porque alguns espécimes trazem os genes recessivos do Homo amābilis, adquiridos por ocasião dos cruzamentos acidentais entre as duas subespécies na aurora desse “pithecos” que se diz Homo. Um bom número dos que trazem os genes do Homo amābilis são hoje praticantes do Método DeRose e vegetarianos convictos. E é por isso que ainda há esperança para a humanidade e para o planeta.
Confira este e outros textos no site: www.yogajoinville.com.br

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Democracia Consensual



Texto do Educador DeRose


Consta que um dia perguntaram a Winston Churchill, durante a Segunda Guerra Mundial, o que ele achava da democracia. E aquele baluarte da luta contra o totalitarismo nazista teria respondido: “A democracia é um péssimo sistema de governo.” E depois de uma pausa marota, intencionalmente longa entre uma baforada e outra em seu indefectível charuto, Churchill teria prosseguido: “Mas é o melhor que temos.”

Eu, que não sou político, atrevo-me a discordar. Ela não é o melhor sistema de governo. A democracia, como vem sendo exercida no mundo todo, é apenas a opressão da maioria sobre as minorias. Nós podemos fazer melhor do que isso. E a solução gerada pela Universidade de Yôga foi um aperfeiçoamento da democracia, à qual denomino democracia consensual. Ela consiste em conceder mais poder às minorias, com base no diálogo e no consenso.

O princípio da democracia consensual é o de que a reivindicação de uma minoria pode vir a ser aceita pela maioria, desde que não prejudique a ninguém; e o de que a maioria pode repensar suas decisões e conceder seu beneplácito se determinada minoria apresentar alguma justa reivindicação. Dito assim, não faz muito sentido. Então, vejamos um exemplo.

Quatro pessoas decidem ir ao cinema; três escolhem um filme. Uma delas, por não lhe agradar o gênero da película, solicita que assistam a uma outra. Numa democracia, essa pessoa teria que ir assistir ao filme que não quer ver, pois teria sido a decisão da maioria. Na democracia consensual os outros três confabulam e, se concordarem em assistir ao filme sugerido por aquele único sufrágio, não vêm motivo para não fazer a vontade da minoria. Com isso, o voto de uma única pessoa pode ter peso de maioria, desde que os demais manifestem a boa-vontade de concordar com a proposta.

Talvez para um Estado hipertrofiado, com milhões de cidadãos, seja difícil aplicar a democracia consensual; mas ela pode ser uma boa opção de governo para uma empresa, para um clube, para uma família, enfim, para grupos menores. Foi assim que conseguimos administrar com harmonia o crescimento expressivo da nossa entidade e sua progressiva expansão por vários países.

Encontre este e outros textos no site: www.yogajoinville.com.br

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Manual de civilidade

Extraído do Blog do DeRose: www.uni-yoga.org/blogdoderose
Civilidade, o que é isso?
O que vem a ser “civilidade”? O Dicionário Houaiss nos diz que é “um conjunto de formalidades, de palavras e atos que os cidadãos adotam entre si para demonstrar mútuo respeito e consideração, boas maneiras, cortesia.” Como sinônimo nos oferece a palavra “delicadeza”.
Eu tiraria formalidades e colocaria atitudes, já que a civilidade precisa ser tão legitimamente incorporada que não deve depender de formalidades. Defendo que a civilidade é autêntica quando exercida até com seus amigos íntimos, com seus familiares e com seu parceiro afetivo.
Cordialidade
Cordialidade provém do latim cordis, coração. É algo que fazemos de coração, com afeto, com amor. Expressar cordialidade como um estilo de vida, além de ser uma postura linda perante a vida, perante o mundo, faz bem a nós mesmos. No passado, havia inclusive remédios que eram denominados cordiais, porque faziam bem ao coração.
De fato, você fica com uma sensação de coração mais leve quando manifesta uma atitude bonita, amável, seja lá com quem for. Isso nos demonstra que o maior beneficiado não é o outro que foi alvo da nossa gentileza e sim nós mesmos, em primeiro lugar.
A civilidade abre portas, facilita os trâmites sociais, culturais e até mesmo os burocráticos. Um aluno cordial cativa seus professores que facilitarão sua vida escolar. Um funcionário gentil azeita as relações com clientes, com colegas e com superiores. Um cliente simpático consegue mais boa vontade e, às vezes, até um desconto por parte do vendedor. Um vendedor atencioso vende mais, ganha mais dinheiro. Um morador simpático consegue exceções maravilhosas do porteiro do seu prédio.
A civilidade, a cordialidade são muito fáceis quando o outro já está sendo amável. Mas, e quando o outro está sendo grosseiro e agressivo? Bem, aí é preciso que sua civilidade seja muito autêntica e que você tenha assumido o compromisso perante si próprio de ser cordial em qualquer situação, com qualquer pessoa, haja o que houver.
Certa vez, a vizinha apresentou uma reclamação por escrito contra uma instrutora do nosso Método que morava no apartamento de cima. Reclamava que  a moradora de cima chegava tarde, andava de salto alto e ouvia música muito alta. Fora uma reclamação injusta. Na época, Virgínia nem usava salto alto. E sempre foi uma jovem suave, de modos sutis. O impulso da indignação era escrever uma carta veemente que rebatesse as reclamações daquela senhora. A vontade de qualquer pessoa seria a de lhe dizer umas verdades e criar um confronto. Mas, como Virgínia é instrutora do Método DeRose, orientei-a a escrever esta carta:
“Prezada Sra. Rosa Maria.
Fiquei ciente de que, involuntariamente, perturbei o seu sossego. Peço que me desculpe, pois tenho plena consciência de que a minha liberdade termina onde começa a do meu vizinho. Lamentavelmente, as paredes e lajes do nosso prédio são muito finas e o mínimo ruído produzido num apartamento perturba os que estão em baixo e em volta.
Procuro ouvir minhas músicas em volume baixo e sempre que posso caminho descalça quando estou em casa. Mesmo assim, soube que o som tem atrapalhado o seu descanso.
Já providenciei um tapete para ver se assim os ruídos do meu apartamento não reverberam mais no seu e vou tentar escutar minhas músicas ainda mais baixo. Caso essas medidas não sejam suficientes, por favor, me informe para que eu veja que outros cuidados preciso adotar para não incomodá-la.
Quanto a chegar tarde em casa, eu preciso trabalhar até tarde e como não tenho computador em casa preciso usar o do escritório da Universidade onde trabalho, a fim de que na manhã seguinte minhas tarefas estejam em dia. Mas procurarei entrar em casa o mais silenciosamente possível.
Obrigada pela sua compreensão.
Virgínia Barbosa
Apartamento 75
Tel. xxxx-xxxx”

Como resultado dessa cartinha, a moradora retirou a queixa contra a vizinha, elogiou-a perante todos os condôminos e até eu recebi elogios por nossa instrutora ser tão educada.
No mesmo prédio, uma vizinha reclamou da moradora ao lado que, por acaso era outra instrutora da nossa Cultura. A reclamação era absurda, pois aludia a barulho que faziam as amigas recebidas altas horas da noite pela Mariana. Acontece que a Mariana não recebia ninguém na sua casa, nem de noite, nem de dia, pois trabalhava muito o dia todo e à noite chegava e caía na cama, de cansada, e dormia.
Mais uma oportunidade de alimentar conflitos ou de cultivar as boas relações humanas. Aconselhei Mariana que escreveu a seguinte carta:
“Estimada vizinha Vivian.
Acabo de receber o seu e-mail que foi enviado ao síndico, sobre alguns probleminhas que estão ocorrendo no nosso andar.
Lamento que ao abrir a porta eu tenha feito muito barulho. Não percebi, mas é possível que assim tenha sido por falta de cuidado da minha parte. Vou prestar mais atenção das próximas vezes.
Sobre eu chegar de madrugada com uma amiga falando alto, isso pode ter ocorrido no máximo uma vez, há muito tempo. Moro sozinha e não recebo amigos ou amigas em casa, pelo simples motivo de que trabalho na escola até tarde e não me sobra tempo para atividades sociais em minha residência. Imagino que possa ter sido outra pessoa e sugiro que, para tirarmos a dúvida, da próxima vez que isso ocorrer, a prezada vizinha observe pelo olho mágico ou mesmo abra a porta para flagrar quem está entrando com a amiga de madrugada, falando alto.
De qualquer forma, estou ao seu inteiro dispor para conversarmos e buscarmos juntas as soluções que satisfaçam a todos nós que precisamos compartilhar um espaço tão pequeno.
Cordialmente,
Mariana Rodrigues”
Tenho a certeza de que estes pequenos atos contribuiram bastante para a nossa  boa imagem junto aos vizinhos. E isso é sempre muito importante.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bom relacionamento humano




Texto retirado do Blog do DeRose: www.MetodoDeRose.org/blog


Considero requisito principal a capacidade de boas relações humanas e não quero como aluno, nem como assistente, nem mesmo como amigo, alguém que não saiba se relacionar bem com os demais.

Nós temos uma prioridade no nosso esforço pelo aprimoramento: é o cultivo das boas relações entre os seres humanos.

Não adianta nada fazer lindos exercícios, meditar e portar o ÔM se você responde a uma cara feia com outra cara feia. Ou se você sente inveja de outro colega. Ou se você se ofende com alguém...

Com o pretexto da franqueza ou da autenticidade muita gente faz grosserias, o que magoa quem está envolvido no mal-entendido e também quem não está. Amizades promissoras são rompidas para sempre. Fecundas carreiras profissionais são destruídas. Enormes prejuízos morais e financeiros são contabilizados por causa de uma palavra ou fisionomia que poderia ter sido perfeitamente evitada.

Não estamos recomendando o fingimento nem a hipocrisia, mas sim a educação e a elegância. Emoções pesadas sujam mais o organismo do que fumar, beber e comer animais defuntos. Não adianta praticar Yôga, meditação, mantras, se você não souber se relacionar bem com as outras pessoas.

Lapide o seu ego, eduque o seu emocional, reprograme a sua mente. Nós não somos pessoas vulgares e toscas, que habitualmente respondem com crueza a qualquer atitude que não as agrade, gerando, com isso, um mal-entendido atrás do outro.

Quando faço estes apelos, sempre, quem os lê acha que não é consigo, que escrevi para outra pessoa, afinal, suas reações agressivas não terão sido culpa sua: foram todas as vezes, meras reações de legítima defesa contra as ofensas perpetradas por terceiros! Se você pensa assim, aceite minhas condolências. Você sofre de egotite aguda.

Há um método seguro para saber se a culpa é dos outros ou não. Se você se indispõe com, no máximo, uma pessoa a cada cinco anos, fique tranqüilo. É bem possível que o mal-estar não tenha sido responsabilidade sua. Mas se você freqüentemente precisa se defender com veemência de ações cometidas pelos seus alunos, colegas, amigos, funcionários, prestadores de serviços ou desconhecidos, então você precisa fazer terapia.

As pessoas, em qualquer profissão, tendem a tornar-se difíceis, grosseiras, autoritárias, sempre que progridem na vida ou sempre que são promovidas em seus cargos. No entanto, chegar no topo não é difícil: o difícil é ficar lá. Um verdadeiro líder não é autoritário nem antipático. Se o for, não ficará lá em cima por muito tempo…